Desempenho do setor de supermercados em meio à crise

Por: Agência Conecto

A pandemia do novo coronavírus causou uma recessão econômica em diversos setores. Algumas atividades foram mais prejudicadas que outras, que é o caso do turismo, aviação e produções artísticas,que dependem da presença de público.


Por outro lado, outros setores, viram suas atividades crescerem em meio à crise sanitária e econômica. Dentre elas, os supermercados e hipermercados receberam mais movimento enquanto as medidas de isolamento social fizeram muitas pessoas ficarem mais tempo em casa.


Mesmo com a grave crise econômica, os números do setor de supermercados e hipermercados mostram que houve um crescimento considerável de vendas em 2020. Segundo dados da ABRAS(Associação Brasileira de Supermercados), a expansão das vendas foi quase de 4%, precisamente 3,94%, no acumulado nos primeiros oito meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2019.


O mesmo levantamento mostra que o setor teve um desempenho melhor em todos os meses de 2020 na comparação com o ano anterior.


Os supermercados obtiveram os melhores resultados de vendas justamente com o momento mais forte da retração econômica brasileira.

Os meses de março e abril, visto por muitos economistas com o ‘’fundo do poço’’, foram os meses em que a restrição da circulação de pessoasestava em vigor na maior parte das capitais brasileiras.


Porém, a partir de junho, quando começou o processo de reabertura econômica, os resultados dos supermercados seguiram superando 2019, mas a uma taxa menor que em outros meses.


Os dados do IBGE também mostram que entre os meses de março a julho o volume de vendas do setor superou o desempenho médio do varejo brasileiro.


Em especial, nos meses de março, abril e maio, períodos em que o restante do comércio varejista registrou quedas históricas.

Por que os mercados ficaram imunes?

Um dos principais fatores da ‘’imunização’’ dos supermercados e hipermercados deu-se pelo fato de que estes estabelecimentos foram considerados estabelecimentos essenciais durante a pandemia, e por isso, continuaram funcionando, diferente de bares, lojas de roupas e de serviços não essenciais que tiveram que fechar as portas por conta das regras da quarentena.


Outro ponto é que devido ao isolamento social, muitas pessoas começaram a fazer mais refeições em suas casas. Dessa forma, os produtos encontrados nos supermercados substituíram o consumo que era feito em restaurantes e bares.


Além disso, as associações de supermercados afirmam que o auxílio emergencial pago pelo governo federal ajudou a impulsionar as vendas do setor. Isso porque o benefício garantiu um nível mínimo de poder de compra mesmo a quem foi mais afetado pela crise.

A perspectiva de fim do auxílio emergencial a partir de 2021 é um fator de preocupação para as empresas do setor. O encerramento do programa, combinado à fragilidade do mercado de trabalho no Brasil – 12 milhões de pessoas perderam o emprego entre março e agosto – pode levar a uma queda nas vendas dos grandes mercados. Sem garantia de renda, a tendência é de redução do consumo.

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